Uidá em 2027 será uma cidade diferente daquela que existia três anos antes.
Não irreconhecivelmente diferente. A Rota dos Escravos ainda percorrerá os seus quatro quilómetros. O Templo dos Pitões ainda estará lá. Os séculos de prática espiritual que tornam esta cidade diferente de qualquer outra na África Ocidental não terão sido interrompidos por campos de golfe e renovações de museus.
Mas a infraestrutura terá mudado substancialmente. Para um visitante que planeia uma viagem em 2027, compreender estas mudanças é a base de uma visita bem-sucedida.
O MIME: A grande abertura
O Museu Internacional da Memória e da Escravidão (MIME), construído dentro do histórico Forte Português, é a peça central das novas aberturas de 2027. Este é o projeto cultural mais significativo na história moderna da cidade.
- Perspetiva: Narrar o tráfico transatlântico de escravos a partir de um ponto de vista africano.
- Âmbito: Quatro séculos de história, um complexo turístico de 130 quartos e a reconstrução de um navio negreiro.
- Impacto: Transforma Uidá, de um local de património com coleções pequenas, numa das instituições de memória da escravidão mais ambiciosas do mundo.
Para o visitante da diáspora, a abertura do MIME faz de 2027 um ano marcante. Estará a visitar um museu construído dentro do próprio edifício onde as pessoas escravizadas foram mantidas.
O Campo de Golfe e a linha costeira de Avlékété
O Ouidah Golf Club (18 buracos, 90 hectares) e o resort Club Med (330 quartos) em Avlékété deverão estar totalmente operacionais no início de 2027. Juntos, transformam a costa a oeste de Uidá num destino capaz de acolher viajantes internacionais em grande escala.
A implicação prática: Em 2027, haverá alojamento de luxo perto de Uidá que não existia antes. Pode ficar junto à água, visitar os locais memoriais durante o dia e regressar a um ambiente de praia confortável à noite.
A Route des Pêches
A estrada costeira de 40 quilómetros que liga Cotonou a Uidá está a ser totalmente pavimentada. Até 2027, a viagem entre o aeroporto em Cotonou e Uidá será substancialmente mais acessível, suave e rápida.
O que permanece igual
Tudo o que torna Uidá insubstituível:
- A Rota dos Escravos e a Porta do Não Retorno.
- A Floresta Sagrada de Kpassè.
- O Templo dos Pitões.
- Os conventos e o ritmo espiritual da cidade.
- Vodun Days em janeiro — que deverão crescer ainda mais com as novas instalações do MIME.
O peso de Uidá vem do que aqui aconteceu e do que aqui tem sido praticado continuamente. Isso não vai a lugar nenhum.
Para o visitante: Uma imagem realista
O Benim tem como meta dois milhões de turistas por ano até 2030. Uidá em 2027 será mais fácil de visitar, melhor servida por instalações e mais concorrida — particularmente por altura da abertura do MIME e do período do festival de janeiro.
- Se quer silêncio: Visite fora de janeiro. A estação seca (novembro-março) é a melhor para o tempo, mas o meio do ano é o mais calmo.
- Se quer história: 2027 é o ano. Estar na interseção de uma tradição espiritual viva e de uma infraestrutura de museus de classe mundial é uma experiência que só a Uidá de 2027 pode oferecer.
Vivencie a História
Além das palavras, Ouidah é uma experiência física. Contate-nos para organizar uma imersão privada nos bastidores de nossas crônicas.
