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Vida noturna em Ouidah: os melhores bares e música

Bares, música ao vivo e a cultura da noite no Benin

5 min

Pontos essenciais
  • A vida noturna de Ouidah é modesta e local. Não é destino de festa. É um lugar onde a noite serve para comer, beber e ficar do lado de fora quando o calor cede.
  • Os bares de praia da faixa costeira são o melhor programa da noite: cerveja gelada, o som do Atlântico e nenhuma pressa de estar em outro lugar.
  • Música ao vivo em Ouidah significa percussão tradicional, o Gangbé Brass Band quando toca em casa e apresentações nos Vodun Days e no carnaval de Ouidah.
  • A cidade desliga à meia-noite. Comece a noite cedo. As melhores horas vão do pôr do sol às 22h.

Sejamos honestos desde o início: Ouidah não é destino de vida noturna. Não tem boate. Não tem cena de DJ. Se você procura o tipo de noite que encontraria em Lagos, Acra ou Cotonou, não vai encontrar aqui. A cidade desacelera cedo. À meia-noite, quase tudo dorme.

O que Ouidah tem é algo mais silencioso e mais difícil de embalar: o prazer de uma cerveja gelada na praia depois que o calor cede, o som de tambores escapando de um quintal, a quietude particular do Atlântico sob meia-lua. A noite em Ouidah não é sobre intensidade. É sobre soltar o dia.


O ritmo da noite

A noite de Ouidah segue um ritmo ditado pelo clima. O calor atinge o pico no início da tarde e começa a ceder por volta das 16h. Às 18h, quando o sol se põe perto do Equador com uma velocidade que surpreende quem vem do Sul, o ar amolece. É quando a cidade volta para a rua.

A noite começa pela comida. Os maquis enchem de gente comendo peixe grelhado e bebendo cerveja gelada. As cadeiras de plástico lotam. O volume sobe. Essa é a hora social, e dura mais ou menos das 18h às 21h.

Depois do jantar, a energia muda. Uns vão para casa. Outros migram para os bares de praia da faixa costeira, onde as cadeiras olham para o mar e o único som além da conversa é o Atlântico. Alguns lugares têm música ao vivo, geralmente percussão tradicional ou uma banda local. Essas são as noites que valem a espera.

Às 23h, quase tudo está fechando. À meia-noite, a cidade silencia. Os zémidjans parados no entroncamento central são o único sinal de que alguém ainda está acordado.


Onde ir

Os bares de praia

O melhor programa noturno de Ouidah é simples: uma cadeira de plástico na areia, uma Béninoise gelada ou um copo de poyo, e o Atlântico na sua frente. Os bares de praia da faixa costeira, perto do Casa del Papa, são informais, baratos e inteiramente locais.

Não são espaços projetados. São algumas cadeiras, um isopor e alguém que decidiu vender cerveja onde a vista era boa. Quem já tomou uma cerveja num quiosque pé na areia fora de temporada conhece a sensação, menos a música alta: aqui o som é o mar. A experiência é o que você fizer dela. Leve amigos se tiver. Leve um livro se não tiver. O Atlântico faz o resto.

O bar do Casa del Papa

O bar do Casa del Papa é o ponto mais constante da faixa costeira. Debruçado sobre o mar, serve bebida gelada e comida correta, e fecha mais tarde que a maioria dos lugares de Ouidah. O público mistura hóspedes, visitantes da diáspora e moradores que vêm pela vista.

Sexta e sábado são os dias mais cheios. Durante a semana, o terraço pode ser só seu. Os dois cenários funcionam, de jeitos diferentes.

Maquis que viram a noite

A maioria dos maquis fecha entre 21h e 22h, mas alguns perto do entroncamento central ficam abertos até mais tarde. É onde se concentram as corujas da cidade: zémidjans encerrando o turno, comerciantes que trabalham até tarde, o visitante ocasional que entrou e ficou pelo clima.

A comida do maquis de madrugada é a mesma do dia: peixe grelhado, gari, molho apimentado. A diferença é a hora. Comer peixe na brasa à meia-noite num maquis cheio de desconhecidos que aos poucos viram conhecidos é um dos prazeres pequenos e específicos de viajar pela África Ocidental.


Música ao vivo em Ouidah

Música ao vivo em Ouidah não é ocorrência diária. É movida a eventos: os Vodun Days em janeiro, o carnaval de Ouidah em maio e apresentações ocasionais ao longo do ano.

A percussão tradicional é a forma mais comum de música ao vivo. Grupos de tambores tocam em cerimônias, festivais e, às vezes, em restaurantes e hotéis. Os ritmos são vodun, fon e iorubá de origem, e o ouvido brasileiro reconhece neles, na hora, os parentes dos toques do candomblé. Não são música para ouvir parado. São para participar, saiba você os passos ou não.

O Gangbé Brass Band, o mais famoso produto musical de Ouidah, toca em casa quando a agenda de turnê permite. O som combina ritmos vodun tradicionais com arranjos de metais de jazz. Se eles estiverem tocando em qualquer lugar do Benin durante a sua visita, vá. O disco From Ouidah to Another World é a melhor preparação.

O carnaval de Ouidah, em maio, traz dançarinos de Burrinha, herança direta do bumba meu boi que os agudás levaram do Brasil, bandas de metais e apresentações de rua. É menor e mais local que os Vodun Days, e a música é proporcionalmente mais íntima.


O que beber depois de escurecer

Béninoise. A cerveja nacional, uma lager leve, gelada e onipresente. Desce melhor depois de um dia inteiro caminhando no calor.

Poyo (vinho de palma). O poyo fresco é colhido todo dia e rende mais no comecinho da noite, quando ainda está levemente efervescente. Vende-se em barracas de beira de estrada e em alguns maquis. O gosto é adocicado, um pouco azedo e inteiramente da costa.

Sodabi. Destilado de palma, mais forte que o poyo, tomado em dose, primo de cachaça na função social. É um gosto que se adquire. Se um local oferecer, aceite. O gesto importa mais que o sabor.


O que as noites de Ouidah não são

As noites de Ouidah não são para dançar até o amanhecer. Não são para encontrar multidões de outros viajantes e trocar histórias até o sol nascer. Não são o tipo de noite que vira a própria história da viagem.

As noites de Ouidah são para ficar parado depois de um dia caminhando a Rota dos Escravos. São para ouvir o Atlântico no escuro. São para a conversa que começa com um desconhecido no maquis e termina com você entendendo algo da cidade que não tinha entendido de manhã.

Se precisar do outro tipo de noite, Cotonou fica a 45 minutos. Se quiser o que as noites de Ouidah realmente são, chegue cedo, fique até tarde o suficiente e deixe a noite fazer o que ela faz.


O concierge da Ouidah Origins sabe o que está acontecendo em cada noite: música ao vivo, cerimônias abertas a visitantes ou simplesmente o melhor maquis para um jantar tardio e uma cerveja gelada. A Ouidah depois do escuro recompensa os curiosos.

Perguntas frequentes

Ouidah tem vida noturna?

Tem, mas não é cena de balada. A noite de Ouidah gira em torno de bares de praia, percussão tradicional ao vivo, maquis que ficam abertos até mais tarde e a cultura de comer e beber ao ar livre. A cidade desacelera cedo para os padrões de Lagos ou Acra. Quase tudo fecha à meia-noite.

O que fazer em Ouidah à noite?

Jantar num maquis ou num restaurante de praia. Tomar uma Béninoise gelada ou um copo de poyo num bar de areia. Ouvir tambores ao vivo se houver apresentação. Caminhar pela faixa costeira sob as estrelas. A noite de Ouidah é para desacelerar, não para acelerar.

Ouidah é segura à noite?

O centro histórico é calmo depois de escurecer. A faixa costeira perto do Casa del Papa é iluminada e segura. Para trajetos curtos à noite, prefira o zémidjan a caminhar por ruas sem iluminação. Valem as precauções de sempre.

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