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LoadingNo século XIX, milhares de afro-brasileiros cruzaram o Atlântico no sentido inverso, de volta à costa da África Ocidental. Trouxeram o português, o catolicismo, a arquitetura brasileira e sobrenomes que ainda marcam Ouidah. Os Agudás são uma das histórias mais esquecidas do Atlântico.
A Rota do Escravo em Ouidah é um espaço de memória onde se entrelaçam histórias individuais e coletivas, revelando as feridas do passado e as lutas pela reconhecimento.
O passado colonial ressoa intensamente na atualidade. A luta pela restituição dos tesouros culturais africanos revela não apenas uma busca por justiça, mas também um convite à reflexão.
Em fevereiro de 2020, Ouidah recebeu um colóquio marcante sobre as memórias da escravidão. Fabienne Kanor apresentou uma performance poderosa, questionando nossa relação com um passado doloroso.
Na emblemática cidade de Ouidah, a história do tráfico de escravos se entrelaça com a rica espiritualidade do Vodun, revelando lugares de memória carregados de emoção.
Os amuletos das amazonas de Ouidah revelam histórias de resistência e poder feminino, desafiando as normas coloniais. Uma exploração de seu legado vivo.